11.26.2006

Onde é que eu fui parar!

Tou quase terminando o site do Avistar2007. Queria que vcs. dessem uma olhada e me ajudassem a avaliar. Será que a programação está bacana?? E o design??? É isso ai, dá uma olhadinha lá e me diga o que achou!!

avistarbrasil.com.br/joomla

11.25.2006

Presentão


Lançamento imperdível.
Novo livro do Edson Endrigo! Espetacular, só pra variar! Um excelente presente de Natal. o Edson é um de nossos mais dedicados fotógrafos de aves, vale a pena dar uma passada na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos para o lançamento.
Dia 07 de Dezembro, 19h30, aproveite para ir treinando o caminho. Avistar 2007 vaiser no Parqu Villa-Lobos, se prepare!!

11.24.2006

Sr. Gunther, aqui está meu cartão...

Outro dia um amigo veio me procurar, no meio do trabalho; Sabe como é a rotina, no meio de planilhas de excel, afundando a cabeça no meio de conversões de moeda, milhares de dolares rolando. O petróleo, minas de carvão no leste da Africa e de diamante na selva de Bornéo, ou seja, levei um susto ao ouvir aquela voz me chamando de volta.
– Olhe Sr. Gunther, vim lhe trazer meu cartão, faz tempo que mudei de e-mail, me escreva...
– Claro meu amigo... respondi pensando porque, afinal de contas, que eu deveria escrever pra ele?...
– Mande aquelas fotos de passarinhos – sem mais, de olhar minha expressão, ele me respondeu.
– Claro, claro... – respondi e ele foi saindo meio cabisbaixo.

Sem pensar duas vezes, peguei um guia de aves que tinha em cima de minha mesa e lhe dei antes que fosse embora. Seu rosto se iluminou, sorriu.
– Puxa vida Sr. Gunther, puxa vida, que lindo –
Emocionado ele me contou que ia todo fim de semana caminhar no Ibirapuera, com o filho, e que agora iriam observar aves também! – Dei lhe um pouco de conversa, antes de voltar ao meu árduo trabalho, sabe como é planilhas, carvão petróleo etc.. ainda pude ouvir quando ele me disse:
– Sabe, ontem morreu meu gato e eu tava meio triste... então, acho que vou começar a olhar passarinho...


11.21.2006

Exurbano

Esse texto abaixo é parte de um livro que ainda não terminei. Reflexo de meus 10 anos no Japi, longe da necrópole.

Drogaditos! (confesso que vivi!)

Instalei um ponto de distribuição da droga, num beco escuro, abrigado do vento, em minha varanda. Aos poucos uma legião de dependentes descobriu a bocada. Toda manhã eles vão chegando e a cada novo carregamento formam filas desordenadas; ávidos, insaciáveis, constantemente brigando entre si. Totalmente alheios à minha presença.
Um deles logo me chama a atenção. É jovem, tem uma mecha azul na cabeça - como se fora um punk tardio. É sempre o primeiro a chegar. No início, arisco, altivo e independente. Agora não voa mais. Senta-se resignado próximo a varanda e fica me olhando com seus olhinhos miúdos, enquanto aguarda a próxima dose. Os dias se sucedem e o doce passear de flor em flor é apenas uma sombra de um passado longínqüo. Sua atitude mudou completamente e mesmo estando a uma distância segura posso perceber sua respiração desmedida, seu pobre coração em ritmo alucinado.
Aos poucos ele se tornou o dono do pedaço. Agressivo, ataca ao menor sinal de invasor. O bando porém se organiza. Enquanto um o distrai, os outros se fartam da glicose. Existem ainda os que chegam furtivamente, por trás do bebedouro. A disputa é grande e as vezes algum se machuca. Mas a dependência é mais forte nesses dias de inverno, enquanto a chuva redentora não vem despertar as grandes floradas. E eles insistem.
Os beija flores são animais de metabolismo incrivelmente alto. Historicamente souberam explorar na escala evolutiva, a novidade tecnobiológica do de seu coração de quatro câmaras. Verdadeiros motores alados, necessitam ingerir grandes doses de açûcar. Tornaram-se dependentes químicos.
Eles são lindos na sua árdua busca por alimento. Incansáveis voam de flor em flor por muitos quilômetros. Mas a poesia desaparece totalmente nos bebedouros. Por isso sempre evitei coloca-los na varanda de casa; não gosto da idéia de ter esses belos pássaros rondando, como junkies desesperados, atrás de sua dose diária de glicose. Além disso, o açúcar deve ser fresco, trocado diariamente, senão cria fungos letais.
Assim como a miséria humana, a saga desses drogaditos me atrai; mais pelos sórdidos aspectos sócio-etológicos que pela fugaz beleza de suas penas. Impossibilitado de freqüentar o bas-fond das grandes metrópoles recrio aqui essa tragédia com os colibris. E toda manhã. faça chuva ou faca sol, reabasteço o bebedouro.

Barros e ventos

Mestre Manoel de Barros também passarinhava:

XXX

Atrás do vôo dos patos seguem os restos dos dias


IV

Sabiá de setembro tem orvalho na voz.
De manhã ele recita o sol.

XXIII

Vi uma água viciada em mar!
Meus ocasos mudaram de aves?

Concertos a céu aberto pra solo de aves.

11.19.2006

Juro que vi!

Passarinhar é uma arte nobre. Obra de cavalheiros, honra e dignidade acima de tudo. Acontece que a maitaca é bicho comum, pros meus olhos já mateiros o bater de asas característico, abaixo da linha do corpo, é suficiente pra identificar. Naquela manhã de domingo, no início da trilha, a névoa baixa comprometia a visibilidade nas franjas da serra de Paranapiacaba, mas seu canto não deixava dúvidas. 3 indivíduos, vôo curto, de uma árvore a outra.
Normalmente ao seguir uma ave voando pelo meio das copas de árvores exige capacidade de interpolação, olhar trava no alvo, a cabeça segue o movimento mesmo por detrás da copas, Mesmo sem ver, continue a olhar!
Não! Não! Algo errado! Asas longas, vôo enérgico. Enorme! Isso não é maitaca. Os olhos se perderam, movimentos cruzados, à direita, adiante. A ave majestosa pousou na árove seca ao longe.
Caralho! É linda!
Processamento a milhão, identificar, identificar!
Corpo esguio, porte de gavião grande, penacho longo na cabeça! Não é possível, é linda! linda!
Entreolhares, é isso mesmo? Vc. viu? Confima? aparentemente não havia dúvidas. A situação estava sob controle. Naquela manhã na trilha mestra éramos oito pessoas, entre mestres e aprendizes a admirar o mais belo rapinante da mata atlântica, Spizaetus ornatus, ou gavião de penacho.

Passarinhar é arte nobre.

11.18.2006

tou corrido...


tou postando pouco eu sei.
é que tou fazendo os preparativos pro Avistar2007.

Nosso encontro de observação, que vai ser me Maio2007 no parque Villa-Lobos em São Paulo.
Se preparem!!!

11.16.2006

Olha o beija-flor ai gente!

Incrível, mas somos totalmente dependentes da optica pra fazer observação. Quer dizer, nada disso, mas vamos em frente no raciocínio. Nessa foto abaixo tem um beija-flor. no olhar típico de quem num tem binóculo nem lente telefoto. Fica difícil de observar assim. Na outra foto, com o zoom da lente podemos ver o amiguinho sentado ao lado da flor.
Para mim existem 2 olhares. Um de foco aberto, holístico, acha o bicho, verifica o vôo, percebe a diferença entre a folhagem balançada pelo vento e o passarinho pulando. Esse é o mais importante pra encontrar o passarinho. Depois tem o segundo olhar, focado, metódico, t´cnico até. Que encontra, escaneia identificando e registra.

O maior erro é olhar focado sempre. Assim num se vê nada num se encontra nada...
Olhe aberto, sinta a mata como um todo, o que se mexe é passarinho (ou onça, ou esquilo etc... Se mexe diferente, mais pesado que o vento... mas muito mais leve que tudo.

11.12.2006

Porque caminha o observador ?

Andar por toda a trilha as vezes num mostra nada, horas e horas andando sem passarinho muitass vezes é melhor sentar e esperar. Mas qual seria a melhor atitude? Fazer a trilha? Andar ao leo? Sentar e esperar?

Sei que no caso de levantamentos sistemáticos de avifauna uma das coisas mais importantes é definir o procedimento. No caso do censo de sabiás, por exemplo, foi definido um percurso padrão, de 01 k. Ao fazer um percurso, vc. define uma linha de amostragem da área e pode começar a traçar uma estratégia estatística para o trabalho.

Mas isso pode ser feito, inversamente, sempre no mesmo lugar, sem sair, deixando o tempo correr. Eu de modo geral prefiro não caminhar muito, deixando o tempo verter.

Pensando em termos de mata atlântica, a sorte grande é acompanhar um "bando misto", esse tipo de arrastão passarinhístico ocorre quando dieferentes espécies se juntam e saem caçando, comendo frutas e voando de árvore em árvore. Isso é frequente e num bando desses podemos encontrar diversas espécies de sanhaços, saíras e outros. Outra oportunidade boa é seguir uma correição de formigas. Que sempre são acompanhadas por outras aves, como a "olhos de fogo" e outros.

11.11.2006

Da janela para o mundo

Refleti bastante esses dias, para chegar a uma conclusão, o tema do Avistar2007 vai ser "Da janela para o mundo" tratando justamente da questão "Ser ou não observador de aves". Pegar o cara que passa um tempo na janela olhando passarinho e permitir que ele que se descubra como observador. E que se ele observa aqui ele pode depois observar no mundo todo.

Quem olha cuida, que identifica proteje. Esse é o plano secreto. Que as pessoas vejam, observem, os passarinhos e cuidem deles. Pensando nisso e olhe só o que aconteceu!!! A Ana Paula escreve um mail, com essa foto abaixo:

O mesmo passarinho(cambacica) de um post ai embaixo
Obviamente fotografado da janela. É isso!! da janela, pro mundo, pro mundo!!!


Será que sou ou será que não sou?

Onde termina o curioso? Onde começa o observador?
A partir de que momento se pode dizer que uma pessoa é um observador de aves?

Nos Estados Unidos (fora bush!!) define-se como observador uma pessoa que identifica mais de 10 espécies de aves, ou alguém que coloca um comedouro e fica na janela observando.

Se vc. sabe a diferença entre um Sabiá e um Bentevi, se vc. sabe o que é um sanhaço ou uma colerinha, deferencia um urubu de um gavião voando, então os seus problemas se acabaram. Você é um observador de aves!!

Pode ser uma visão muito parcial de minha parte, mas se você passa aqui no Passarinhar antes de dormir, então os seus problemas começaram!! Vc. é um observador de aves!!

Saia do armário, pegue um binóculo venha se juntar a nós!!

11.10.2006

Passarinho voa é porque tem asa!

... Pega o meranchia e leva pro Ceasa",

desse jeito terminava a cantiga infantil que começava assim

"meu coraçon está no Japon,
meu aregria é prantá meranchia
".

O fato é que as aves voam, isso é inegável. Mas somente aumenta a diversão. Por exemplo, esse caboclo aí embaixo é o Caboclinho-Rosa Sporophila hypoxantha Tawny-bellied Seedeater
todo ano ele sobe em migração pra passar o inverno. Depois desce. No meio da migração ele dorme um dia em cada lugar. Acorda, come e vai embora. Qual a chance de achar um bichinho desses de passagem?? Pra complicar veja a área de distribuição dele no mapa, ele chega somente numa beiradinha da mata atlântica... só numa pontinha. Pois é calhou de pegar o dito no meio da uma viagem e fazer uma fotinho. Que num vale nada além da alegria que me proporcionou, já que Deus me fez nascer assim humano e sem poder voar...
E ai o que a gente faz???

Mais uma vez a poeta Alice traz a resposta, que já coloquei ai pra baixo um dia...

viver ou morrer
é o de menos
a vida inteira pode ser
qualquer momento
ser feliz ou não
questão de talento

leve a semente vai
onde o vento leva
gente pesa
por mais que invente
só vai onde pisa

(Iara Rennó e Alice Ruiz)

Não sei se meu coração está no japon, talvez até esteja,
mas minha alegria é a fotografia,
de coleirinha e de bentivi,

(que afinal tem o segredo)

11.08.2006

Trabalho intenso



Dias de chuva na mata atlântica. A passarinhada toda atarefada, levando comida de lá pra cá, abastecendo os ninhos cheios de filhotes. Nos comedouros do Pq. do Zizo o Benedito da Testa Amarela - Melanerps flavifrons e o João Velho Celeus flavescens se abastecem de banana. Picapau fashion!

11.07.2006

Observe sempre um observador!


Jeremy, Arthur, Tatiana, Fernanda, Luiz Figueiredo, Julio (Ricardo procurando aves fora de quadro)
Observar aves é só o início. Depois vc. aprende a observar os observadores. Para isso nada como um passeio com os grandes mestres. No feriado fomos pro Parque do Zizo e lá encontrei grandes mestres, entre eles o Jeremy Minns, o Arthur Grosset, meu amigo Luiz Fernando, a Fernanda Melo e o Ricardo. Cada um deles com seu jeito, todos com grande sabedoria.
A Fernanda é zen sem ser japonesa, caminha pela mata com uma suavidade impressionante. Não move um só graveto, o olhar sempre atento mas nenhuma tensão. Concentração total, uso intenso de tecnologia, sabedoria e certamente uma boa dose de intuição. Admirável!
Jeremy é um sábio. Ao chamar no pio uma ave, modula o silêncio pois o loop é mecânico e o canto orgânico. Só grava um canto se não fez o playback, detalhes que fazem a diferença. A qualidade das gravações é excepcional. Aguardem o DVD!! Lançamento no Avistar ??? Assunto pra discutir ao lado do fogão a lenha.

Voltei do Zizo



Foi ótima a viagem pro Zizo!
Rendeu belas observações e alguns eu vi pela primeira vez! Como o Gavião de Penacho. Maravilhoso!!! Tão emocionante que não consegui nem fotografar, coisa de prinicipiante. hehehe Mas vi também o caboclinho rosa, ave migratória e inesperada no Zizo. Ficou somente um dia e se foi asim como chegou.

11.03.2006

Tou indo pro Zizo

Passarinhar em grande estilo, com bons amigos e grandes mestres.
Trabalhei a noite inteira pra conseguir dar uma escapadinha. Na volta tem novidades...

10.31.2006

O Beija flor voando

Coisa mais impressionante do mundo. O filme que fizemos hoje do beija-flor voando foi muito legal. Filmamos a 1000 quadros por segundo e nessa velociade é possível ver todos os detalhes do movimento. Até no final uma abelhinha que vem atacar o tal do beija-flor.
Veja o filme em http://avistarbrasil.com.br/beija01.mov

Filmando beija-flor




Hoje começamos os testes para filmagem de beija-flor em alta velocidade. Graças aos amigos da Hagadê, especializados nesse tipo de câmara, Hugo e Fernando, hoje fizemos testes no jardim da Trattoria. Daqui a pouco eu coloco os filmes no ar.


Observe aqui a diferença de luz entre o bebedouro e o resto da imagem. Para conseguir filmar o bichinho tivemos que triplicar a luz do sol com 2 rebatedores "espelhos". Observe também a câmara escondida na folhagem.

10.30.2006

Trinta réis e um troquinho


Passo do Lontra ,no pantanal, trinta-reis pescou e subiu rapidamente. O peixinho ainda se contorcia, sem escapatória.

10.29.2006

Olhos e Asas do Pantanal


Absolutamente chocante o site novo do ZAPA. Amigo fotógrafo e guia do pantanal. Incrível o resultado, anos de trabalho aliado a uma sensibilidade especial e grande apuro técnico. Parabéns. Vale a pena conhecer. Asas do Pantanal


10.28.2006

Assim caminha o João de Barro

Mestre Luiz Fernando responde lá do BirdwatchingBr:

Pesquisando o assunto o que encontrei é que de modo geral a seleção natural leva ao desenvolvimento da locomoção com as pernas ou as asas, uma às expensas da outra, de acordo com o nicho do bicho. Mas alguns grupos desenvolvem bem as duas formas: aves praieiras (têm que andar muito nas prais à cata de alimento e têm que migrar!), ralídeos (idem). De fato, veja os albatrozes, grandes voadores, quando andam chegam a ser cômicos. Algumas, mestre do vôo, nuncam andam na verdade (apodídeos = sem pés!). Por outro lado, grandes andadores (e corredores) às vezes nem precisam mais voar: ratitas, tinamídeos, etc. Da mesma forma, os que nadam bem, andam como nenêns aprendendo a andar: pinguins, anatídeos. A natureza é econômica!
Mas voltemos ao andar/pular. Não parece que andar seja uma característica mais "evoluída" que pular: aves mais "primitivas" (galinhas) andam e outras mais "evoluídas" (tico-tico) pulam. O andar é uma adaptação das aves que passam boa parte do tempo no chão, forrageando, etc. Tico-tico é mais arbóreo que terrestre, certo? Sobre a vegetação é mais fácil pular que andar (tem excessões, como os psitacídeos). João-de-barro é mais terrestre que arbóreo, certo? O anú-branco, forrageando no chão também anda. O suiriri-cavaleiro idem.
Uma coisa interessante nas aves que andam, é o compasso do avanço da cabeça à medida que a ave anda. A cabeça avança de uma vez e fica parada, enquanto a ave dá um passo, depois avança de novo e para, enquanto a ave dá novo passo. Isto é explicado da seguinte forma: a cabeça em movimento não permite observar bem movimentos ao redor. Por isso, por questão de segurança, o bicho avança a cabeça rapidamente e para, ficando então mais tempo parada que em movimento, enquanto a ave caminha.

Ninho da Sandra


Sandra mandou a foto e a estória pra mim. João de Barro fez o ninho, na varanda do jardim. Sempre vejo ninho no alto, nunca tão baixo assim. A foto que ela mandou mostra o ninho no banquinho quase encosta na janela.

Por que caminha o João de Barro?

Sempre fiquei intrigado com o joão de barro, Primeiro pela construção de ninhos fantásticos. A gente se acostuma a ver, acha ue é normal. Mas que quando para pra pensar vê que o ninho do João de Barro é uma obra fabulosa. Impressionante como um passarinho assim consegue fazer um ninho daqueles.

Outra coisa que semrpe me chamou a atenção é como o João de Barro caminha pelo chão. Diferente do Sabiá que vai aos pulinhos o João de Barro anda pé ante pé, caminho assim como nós.

Será que isso é assim porque eles usam o barro e tem que andar pelo chão??? Será que caminhar é mais adequado ao solo do que pular??

[s]guto

10.27.2006

Não observe aves!

"A gente deve observar somente aquilo que num escuta, o beija-flor eu conheço pelo bater das asas"

Ainda que radical, esse mote aí em cima traduz uma verdade importante.
A natureza é multi-facetada e observar somente aves é uma bobagem. Afinal, quem sabe onde termina a folha e onde começa a ave? Sabe que eu tenho olhos de águia, e vejo um passarinho antes de todo mundo. Sempre me orgulhei disso e outro dia o amigo Ricardo, caçador convertido, (amém-aleluia!!) falou uma coisa muito certa, observe a folha, onde termina a folha começa a ave!
Talvez isso explique o meu olhar.

10.26.2006

Disclaimer – não me levem a sério.

Esse espaço aqui é mais literário do que científico, caso vcs. não tenham percebido. As vezes me sinto como ator-vilão de novela que não pode sair em público sem apanhar. Outro dia um cara escreveu um comentário pra me agredir, dizendo que o Sr. Ghunter era muito ditatorial com seus funcionários... hehehe...

Vejam bem, existe uma diferença, as coisas aqui num são muito ao pé da letra. Não existe suiriri de 2 bicos, nem surucuás, e aquela coloruja é composta a partir de 2 fotos de um tucano, da mesma maneira o Sr. Gunther é uma invenção...

Poesia
Pois é
Poesia

10.22.2006

Atualidades Ornitológicas


Matéria publicada na AO sobre o recorde brasileiro de casas de João de Barro. 11 casinhas empilhadas uma sobre a outra. Vale a pena ler o texto anexo.
Não canso de lembrar que a melhor revista brasileira sobre aves é a tradicional Atualidades Ornitológicas, editada pelo grande mestre Pedro Salviano. Se você gosta de aves, deveria fazer a assinatura e receber mensalmente a informação quentinha e de alta qualidade sobre nossas aves.

Contra-luz

Suiriri-riri


Tarde de domingo, um dia meio frio mas bem ensolarado, lindo, após vários dias de chuva e frio na "terra da garoa". No alto do galho, suiriri recém-chegado de migração, olha prum lado e pro outro, procurando uma mosquinha pra comer. Na velocidade do olhar a mosca de um lado a outro.

10.21.2006

Aves Argentinas


Nosso vizinho tem uma grande tradição no cuidado com suas aves. Aves Argentinas é uma associação com mais de 1000 sócios ativos e com 90 anos de existência. Um exemplo em termos de organização e dedicação as aves. Com mais de 1000 espécies nativas a Argentina poderia ser um importante parceiro no desenvolvimento da observacão de aves na América Latina.

10.20.2006

Ubatubabirds`


Traduzindo, passarinhar em Ubatuba.
Nesse dia 20 de Outubro é a abertura do Aves de Ubatuba, concurso fotográfico e Festival de Observação. Uma iniciativa louvável da comunidade, incluindo aí prefeitura, setor hoteleiro e observadores. Muito bom perceber como essas iniciativas vão se multiplicando.

bem-bom


O besouro Serra-pau, ou serrador da família dos cerambicídeos é típico da mata atlântica e pode provocar verdadeiros estragos no pomar. Lá na Serra do Japi ele destruiu alguns pés de ingá, uma de suas árvores preferidas. A fêmea (como podemos ver na foto) serra o galho para depois colocar os ovos recém-fecundados (como podemos ver na foto). assim garante uma fonte de alimentação exclusiva para seus rebentos. O macho fica no bem-bom enquanto isso. (como podemos ver na foto).

Calendário Fotos de Aves

Divulgação

Edson Endrigo acaba de lançar seu calendário 2007, todo ilustrado com fotos de aves. Está muito bom! Uma excelente opção de presente de fim de ano. Pode ser encontrado na Livraria Cultura por R$20,00. Parabéns ao Edson pelo seu contínuo e brilhante trabalho com as aves brasileiras.

10.19.2006

Descourtilz


Pintor e natrualista francês que morou no Brasil de 1851 até 1855. autor de um compêdio sobre as aves brasileiras, registrava um especial carinho pelos hábitos e culturas relacionados a cada ave. Aqui podemos encontrar um pouco de sua história e a maioria sua obra se encontra no Museu Nacional do RJ.

Prefiro observar passarinho


Ave pra mim é galinha! Prefiro observar passarinho,
Mas hoje vou abrir uma excessão! Essas aqui eu pequei outro dia na casa de uma grande amiga que acaba de fazer 70 anos de idade! Saudável, brilhante e ainda brigando contra uma estrada que um prefeito insensato insiste em alargar e destruir na Serra do Japi. Yone é uma das grandes responsáveis pela preservação da Serra, apesar de achar que as galinhas são os bichos mais inteligentes do mundo. Parabéns minha amiga e que viva las gajinas!

10.18.2006

Treino de foco


Fotografia é um tipo dearte marcial. A gente tem que treinar o tempo todo, minha lente é bem espartana, foco e diafragma manual. Assim, no tempo vago, entre um passarinho e outro, eu treino catando mosca.
É um belo exercício... e gera umas fotinhas engraçadas.

Cambacica – Coereba flaveola

10.17.2006

passarinho peito amarelo miudinho com bico longo


Será que era isso que ele estava procurando??
Todo dia recebo mais de 200 visitas ao site de gente procurando todo tipo de informação sobre aves. Algumas chamam a atenção, como esse frase acima. Fico imaginando qual seria a resposta que essa pessoa esperava encontrar no goggle, na web e afinal no Passarinhar. Me fascina o desejo quase poético do conhecimento e fica uma dúvida: como foi que perdemos a relação com nossas aves??

10.14.2006

Sabia-de-peito-branco

Nesse feriadão a gente foi correndo pro Japi, depois ficamos em Sampa, trabalhando um pouco que ninguém é de ferro. Mas a amiga June, do CEO, me ligou hoje e disse que queria ver um sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) albino que estava aparecendo no Alto de Pinheiros, segundo sua amiga havia relatado. Lá fomos ao final da tarde. O local é impressionante pela quantidade de aves e aproveitei pra fazer o censo nosso do Sabiá, consegui contar 33 indivíduos.
Rodamos por mais de uma hora, observados de perto por curiosos botando reparo em nossos binóculos e câmaras e telefotos. E nada do distinto aparecer. Mas a June sabe o que fala e me disse que ele apareceria naquela pitangueira, naquela hora. Dito e feito, a completarmos a volta na praça, cruza a nossa frente, voando meio baixo como soem fazer os sabiás, um vulto branco grande, pousou ali em cima. Corre! Olhe, eu sou um Homão grandão, mas confesso que fiquei emocionado ao ver o Sabiá-branquelo correndo pelo telhado.
Meio manchado é verdade. Mas um Sabiá com certeza. Depois fiquei sabendo que não é albino e sim sabiá arlequim (albino é totalmente branco, olho vermelho, esse era sapecado de preto e uns laranja no peito). Depois ele pousou num lugar melhor ilumidado e deu pra fazer umas fatos bacanas. Nessa altura do campeonato um segurança-me-pediu-o-crachá parou o carro em frente a gente. Mas foi para contar que o dito era uma dita e até alimentava um filhote (de penas normais) na calçada. Legal que os frequentadores tenham se ligado nessa ave tão diferente e bonitta.

Ninho de beija-flor

Ninho de beija-flor, provavelmente de um Beija-flor de rabo branco de garganta rajada, Phaethornis eurynome Scale throated Hermit que costuma enfeitar o ninhopor dentro e por fora com líquen rosado (Spiloma roseum), segundo o excelente livro "Berços da Vida - Ninhos de Aves Brasileiras" do Dante Buzzetti e Silvestre Silva, a coloração do líquen acaba por tingir o próprio ovo.

Tio Carlão


O Carlos, meu irmão tá se iniciando nas artes fotografísticas pessarinhologas. Esse ai ele fotografou em Jundiaí, onde mora, ainda falta ele identificar.

10.13.2006

Observar em alto mar!


7 Beija-flor tesoura vigiando as flores do mulungú ataca os que chegam. Como se fosse dono da boca de fumo. defende seu território sem dó dos outros. Chegou ele ataca, mas tem tempo de e alimentar.

8 Beija-flor miudinho voa como patinho. O corpo assume uma postura quase horizontal. Cauda levantada, cabeça abaixada. Uma plataforma super equilibrada e perfeita para pegar a s flores do Ingá.

9 Soví voando olhando pros lados plaina um bom tempo seguindo enviezado na corrente, de repente vira, bate asas vigorosamente, corta o vento em 45º. Faz a curva no embalo e desce acelerando. Encara o vento e sobe bastante. Repete o ciclo. Vôo vigoroso, ági le energético. Plaina tranquilo olhado de um lado a outro. Nesse ciclo nnao pegou nenhum inseto/iça.

10 Urubu dobrando as asas pra ganhar velocidade. Plaina um bom tempo. fecha as asas um pouco e acelera bastante.

11 Carijó batendo asas e cantando em par. Um casal evoluindo um pouco longe um de outro. Mantêm a sintonia e cantam enquanto batem asas.

volare, volare,.. e piu!



Observe sempre um observador

Chega de fotos!
Observador que se preza tem que confiar nos olhos e na sua capacidade descritiva. Isso enquanta a memória não começa a falhar. Mas vale anotar pelo menos.
Nesse fim de semana no Japi:

1 Trê Siriris
no alto de um calipto seco, olhando de um lado pro outro procurando moscas. Voa e volta pro mesmo ou próximo puleiro. Nome inglês é "cata-mosca"

2 Bentivi Rajado
dando rasantes nas arvores, fazendo estardalhaço. Olho sem saber mas logo descubro e identifico um casal, engraçado o vôo rasante, pelo meio dos guapuruvús.

3 Pica-pau anão
tentando pousar no bambu. Ficou super aflito. Não conseguia um lugar para pousar. O bambú é liso e ele não tem como agarrar aos troncos como bom pica-pau que é.

4 Pica-pau anão
se escondendo atrás do galho. Isso é marca registrada desse bicho. Vc. alí tentando fotografar e ele percebe e se esconde atrás do galho. Continua subindo, pegando insetos no tronco, mas a gente não consegue ver. De vez em quando ele da rapidamente as caras pra gente. heheheh

5 Carapinhé
voando em dupla, rasantes nas copas, asas desarrumadas. Talvez ritos de acasalamento. Um vôo de grandes manobras, destaca-se a desarrumação das asas meio arredondadas.

6 Carapinhé
pousa no topo e canta pinhéééééé! pinhéééééé! haaanm! Olha prum lado e pra outro. Ao se aproximar estende as patas, inclina o corpo freando.

10.11.2006

Censo Nacional do Sabiá



Aproveitando o primeiro feriadão pós-Dia da Ave, AvistarBrasil e as listas de discussão Ornitobr e BirdwatchingBr, estão organizando o "1º Censo Brasileiro de Sabiás".

O objetivo, além de colher dados sobre a presença do sabiá-laranjeira (espécie Turdus rufiventris), será o de congregar pessoas interessadas em nossa avifauna, na sua riqueza de formas, cores e cantos e - desta forma - contribuir com a conservação das aves brasileiras.

Se você quiser colaborar com o CBS/2006, basta que cumpra o seguinte protocolo:

****Entre os dias 12 e 15 de outubro de 2006, você deverá percorrer a pé um trecho de 1 km de qualquer lugar do Brasil, contando quantos sabiás da espécie Turdus rufiventris você observa. Pronto!****

Munido desse número, então, deverá acessar a home page avistarbrasil.com.br preencher o cadastro. Note que é muito importante que preencha todos os dados deste formulário para que possamos agrupar todas as informações sob um parâmetro idêntico.

Se quiser poderá procurar por sabiás em vários lugares, mas sempre deve considerar percursos com 1 km. E cada contagem deverá ter uma ficha. Se quiser repetir uma, duas ou mais observações em cada um dos 4 dias, tudo bem! Tanto melhor. Mas lembre-se que cada 1 km deverá ter uma ficha.

Com certeza teremos voluntários de todos os cantos do Brasil, bem como de outros países fronteiriços que já confirmaram seu interesse em participar. Vamos nos unir por essa causa comum! Apostamos que vai ser muito interessante.

Caso tenhas dúvidas, veja aqui uma bela foto do Sabiá e se você tiver alguma dúvida, por favor faça contacto. Atenciosamente,

Equipe CBS/2006, Fernando C. Straube, Guto Carvalho, Tietta Pivatto

Ei pintassilgo






Ei, pintassilgo
Oi, pintaroxo
Melro, uirapuru
Ai, chega-e-vira
Engole-vento

Saíra, inhambu


Bem, assim foi a primeira parte dessa música sem fim. Se não errei a conta são 38 aves, a maioria brasileira, mas com algumas portuguesas no meio, como o tordo, pintaroxo. Algumas são bastante misteriosas como o engole-vento nome dado a um curiango, outras ainda não consegui identificar, como o Trigueiro, razão pela qual dividi esse post em alguns capítulos heheh, alguém tem uma sugestão??

10.09.2006

Cloudwatcher



Bem, teve um tempo onde eu além de passarinhar eu nefelibatava muito...
Uma dessas registrei esse momento lindo acima, lá no Japi, soh pra variar. Trata-se de um CB, enormes nuvens, as mais portentosas dentre elas. Um CB pode chegar a 13 Km de espansão vertical e normalmente termina com uma tempestade muito forte ao final do dia. Esse ai retratado estava ainda em formação.